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Cotidiano

12/8/2017 às 04h49

Roberto Tardelli visita Dracena

O procurador de Justiça aposentado, advogado criminalista e colunista participou ontem de evento promovido pela OAB local

Roberto Tardelli esteve em Dracena ontem
 (Foto: L. Pinheiro/JR) Roberto Tardelli esteve em Dracena ontem (Foto: L. Pinheiro/JR)

Ontem (11), foi comemorado o Dia do Advogado. Para marcar a data, a OAB Dracena promoveu um bate-papo cultural com o procurador de Justiça do Ministério Público de São Paulo aposentado, advogado criminalista e colunista do site Justificando – Mentes inquietas pensam direito - (justificando.cartacapital.com.br), Roberto Tardelli, que ficou conhecido nacionalmente ao cuidar da acusação de Suzane Von Richthofen e dos irmãos Cravinho, na Casa do Advogado.

Tardelli recebeu a reportagem do Jornal Regional, no início da noite, no Hotel das Dracenas e falou sobre o papel do promotor – Ministério Público - enquanto protagonista da construção republicana e democrática do país. Para isso, relacionou o período em que o Brasil viveu os anos anteriores ao Congresso Constituinte (antes da Constituição) à figura do ombudsman - agente público do direito nórdico que não sofria pressões partidárias e estava no controle da ação do Estado sobre os cidadãos.

Tardelli pontuou que a elaboração do Ministério do Público (na Constituição Federal) não é a de um Ministério Público acusador e a instituição tem o papel de verdadeira mola propulsora dos direitos e valores democráticos. “Hoje muito do que a gente vê é um Ministério Público matando valores os constitucionais”, afirmou.

O procurador de Justiça aposentado ressaltou a importância de pilares como o direito à liberdade, direito ao devido processo legal e à defesa, observando que apesar da força do Ministério Público brasileiro, o que foi formatado ainda não conseguiu sair do papel. “O direito de defesa integra o primeiro momento da nossa sociedade, sem o direito de defesa, não temos nem a ditadura, temos a barbárie ”, afirmou.

No encerramento da entrevista deixou como a mensagem aos promotores: “O respeito à liberdade também serve para respeitar o inimigo”, concluiu.

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