27/6/2012 - 04h26

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Rio+20

Thereza Pitta

Acabou no Rio de Janeiro o encontro de 114 países para decidirem como tratar o planeta para as próximas gerações. É claro que muita coisa importante não foi decidida, pois o que era bom para uns era ruim para outros. Fazer 114 líderes entrarem num acordo era o mesmo que desejar milagres e todos sabem que milagres não existem. O que há é a realidade. Todos concordam com pontos que não exijam sacrifícios de seu país. Assim, esperar dos Estados Unidos, da China e da Índia diminuírem a emissão de poluentes no ar, seria muita inocência.

Os Estados Unidos jamais se preocuparam com o bem-estar de quem quer que fosse a não ser o deles. Do contrário, não viveriam jogando bombas nos países dos outros, despejando tropas para bagunçar terras alheias. Pra eles só existe um povo que merece toda consideração e respeito: eles mesmos. O resto é lixo e é como lixo que eles tratam as outras nações.

A China que sempre curtiu uma miséria terrível, agora achou o caminho do desenvolvimento: exploração da mão-de-obra em níveis jamais imaginados para seus produtos saírem bem baratinhos e, para isso toda poluição é válida. A Índia segue os passos da China.

Todos eles, porém, acham que os outros países devem mesmo se unir e cuidar do planeta, desde que seu direito de poluir seja preservado. Assim, o que mais foi elaborado foram “cartas de intenções” para que futuramente alguém cumpra.

Kumi Naidoo, diretor-executivo do Greenpeace, resumindo a reunião disse:“É como trocar as cadeiras de lugar no  deque do Titanic”

 Dilma chamou de “festa cívica” os protestos que pipocaram pelo Rio durante a semana e parabenizou os emergentes por se comprometerem com o desenvolvimento sustentável “mesmo na ausência da necessária contrapartida de financiamento prometida pelos países desenvolvidos.” Anunciou que o Brasil dará R$ 12 milhões ao Pnuma (programa ambiental da ONU) e mais R$ 20 milhões para o combate à mudança climática em países pobres.

Na realidade, uma das virtudes desse encontro foi à reunião dos vários povos para um objetivo comum: tornar o planeta mais limpo e mais bem tratado. Afinal, é a casa de todos e, portanto deve ser bem cuidada. Essa noção de higiene deve mesmo ser disseminada porque ela faz muito bem a todos e a cada um em particular. Ruas sujas, com lixo tornam-se uma paisagem degradante. É a mesma coisa de uma casa toda desarrumada, com roupa espalhada por todo canto, comida podre em panelas, pia cheia de louça suja, tudo isso exalando mau cheiro. 

Infelizmente, tem gente que emporcalha não só a casa em que vive, mas também a cidade, os rios, enfim, por onde passa deixa imundície. Essa tomada de consciência é salutar porque vai chamando a atenção das novas gerações de maneira que a Terra seja cada vez mais preservada, que não haja desperdício, que as pessoas percebam que todos têm os mesmos direitos aos bens que são produzidos.

Essa noção de bem-comum é importante para que a miséria seja extirpada do seio da humanidade, que as diferenças não sejam tão gritantes e que o planeta seja, de verdade, de todos e cuidado por todos.

 

Até quarta-feira

Thereza Pitta

 

therezapitta@uol.com.br