11/1/2012 - 06h38
Diário da Província
VERDADE: “O homem da sociedade, o que mais que tudo teme neste mundo, é o ridículo” (Julio Diniz)
José Narciso
Final do ano passado, eis que o prefeito de Dracena, Célio Rejani, tenta calar a boca da imprensa, ameaçando com ações de injúria e difamação este colunista e a professora Thereza Pitta Fernandes.
Eu, por ter classificado de... (vou usar outro termo) “falta de planejamento”, o fato de interromper o trânsito num final de semana importantíssimo para o comércio, para que o recapeamento do centro da cidade fosse feito, quando poderia utilizar o sábado à tarde, o sábado à noite, o domingo inteiro, e a terça-feira (que seria feriado), para não gerar tanta confusão no trânsito da cidade.
Ela, porque levantou uma questão sobre a “coincidência” de a empresa Cochito Ferrari, até então desconhecida, repentinamente aparecer para vencer concorrências públicas da Prefeitura de Dracena.
Auxiliado pelos vereadores José Pedretti e Milton Polon, que nos forneceram cópias de documentos oficiais, temos em mãos as propostas da Cochito Ferrari Construtora de Materiais de Construção (Ouro Verde) e da JR.Construções (Monte Castelo), que se habilitaram na concorrência para execução da reforma da Praça do Parque Dracena.
As “coincidências” são de estarrecer qualquer um, e no caso, não deve ter sido por outra razão que a ex-vereadora Thereza Pitta achou estranho, muito embora, desconhecesse esses detalhes que são revelados agora.
As duas propostas, uma de uma empresa de Monte Castelo e outra de Ouro Verde, trazem muitas “semelhanças”, que levantam suspeitas de que o processo de licitação estava direcionado, coisa que o Ministério Público deve averiguar, com certeza.
A primeira grande coincidência é o preço global da obra de reforma da Praça do Parque Dracena. Ambas apresentaram valores quase idênticos. O que surpreende, é que apresentaram literalmente o mesmo valor mesmo, ou seja, até os centavos, com uma diferença de exatos R$ 195.
Se fosse prêmio de loteria, onde a mega sena premia quem acerta 6 números e leva uma bolada de milhões de reais, o simples fato de “coincidentemente” igualarem quase todos os números finais, classificaria os autores do levantamento do custo, como fenômenos da numerologia, da matemática, da futurologia, da adivinhação e tudo o mais que se queira chamar, pois ambas, deram números muito próximos, uma de R$ 36.397,37 e a outra de R$ 36.592,37.
Mas as “coincidências” não param por aí. Existe uma palavra nas propostas apresentadas que comprova que a maracutaia estava armada e o direcionamento estava previsto. Em ambas as planilhas, tanto da empresa de Ouro Verde como da empresa de Monte Castelo, uma palavra digitada de forma errada aparece, para atestar a evidência do “acordo de cavalheiros” na participação da citada concorrência.
No item “iluminação”, além da ordem ser absurdamente igual, aparece a palavra “INCLUISIVE” (sic) nas duas planilhas.
Como diz um amigo meu, “batom no colarinho ainda dá para explicar, mas batom na cueca não tem justificativa”.